segunda-feira, 30 de abril de 2007

Você não pode decidir por mim ou simplesmente Desabafo

Ei
Eu não sou tão bom
prá corresponder
ao que você espera de mim

Ei
não levante a mão
minha face dói
e já estou tão perto do fim

No momento já não lembro
No momento já não lembro
No momento já não lembro
No momento já não lembro

Ei
presto atenção
mas sem entender
meio sem forças prá distinguir

Ei
a obrigação
de te obedecer
sem sentido não quero seguir

No momento já não lembro
Não importa quanto tento
No momento já não lembro
Não importa quanto tento

Hoje preciso desabafar
e te falar
que não nasci
prá ser você

Desabafar e te falar
que não nasci
e não devo ser
o que você quer

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Livro Aberto - capítulo I - parte 1

Devo ter merda na cabeça. Pleno sábado, meu primeiro dia de férias e eu aqui, enfrentando esse calçadão cheio de lojas e gente, enquanto a patroa fica no salão. Olha que essas férias são as primeiras de nossa vida de casado, imagina no ano que vêm.

- Senhor, empréstimo consignado?
- Não!
- Senhor, gostaria de um cartão de nossa loja?
- Não!
- Gatinho, aproveita que tá tudo com 50%!
- Não! - até parece que ela ia me chamar de gatinho se me encontrasse em uma festa.
- Ô meu irmão, tu tá cheio de marra!

Eu tava meio puto e ia virar xingando esses malas, mas Papai do Céu me calou e virei para olhar quem estava me aporrinhando. Eram dois caras da financeira, a menina da loja (a que me chamou de gatinho, que coisinha linda!), um cara vestido de palhaço, dois na perna de pau, três anões, um Mickey, um Pato Donald e três velhinhas.

- Coé Play, tu tá achando que nós tá de sacanagem? - disse o Mickey.
- Só tamo trabalhando e tu fica tirando a gente? - o anão tinha um sotaque meio estranho.
- Aceite Jesus! - disseram as velhinhas.
- Olha só, vocês são chatos demais! Vão encher o saco de outro, tanta gente nessa merda desse calçadão e vêm todos em cima de mim! O tempo que vocês estão tirando satisfação comigo, poderiam estar interpelando um monte de gente! Não fode, porra! - esse não é o meu normal, não sou de dar papo. Hoje desabafei.
- Cumpadi, é hoje que tu roda!

Quando vi aquele monte de gente correndo para me pegar de porrada, decidi nunca mais desabafar. Os anões corriam muito, e os da perna-de-pau ficavam como em uma torre de vigilância, dando as coordenadas. As velhinhas ficavam entoando cânticos exorcistas e eu corria como um filho-da-puta. Estava difícil correr naquele calçadão cheio. Felizmente consegui me esconder num beco, atrás de umas latas de lixo, junto de uns mendigos.

- O pessoal faz de tudo para vender nessa época do ano. - disse um dos mendigos me passando um baseado
- Nem me fale. - respondi com um sorriso nervoso, de canto de boca, recusando o bagulho.

domingo, 22 de abril de 2007

Livro Aberto - Explicação

(Não sei porque eu vou postar uma explicação )
A idéia é simples, é cópia e eu não tô nem aí.
Vou começar a escrever um livro aqui neste espaço virtual.
Não sei nem quando começarei.
Mas que vou, isso vou.

domingo, 15 de abril de 2007

Triste Novembro

Longe
Não te amo mais agora
aquela insegurança, embora
o que sinto dói aqui

Onde
o caminho me apavora
quando a fuga não demora
mas não quero mais sentir

Aquilo que um dia
me doeu demais

Sonho
já não vejo mais a hora
o meu sentimento aflora
pois não cabe mais em mim

Corro
pois meu corpo todo chora
insensibilidade afoga
o que me fazia ir

Aquela que um dia
eu amei demais
hoje já não sinto seu calor em mim


*Direto do Carnaval Itinerante, passando por Impulso Azul e chegando aqui, sempre fadada ao esquecimento.
**Agradecimentos especiais ao Rafael pela música.