Peça ao céu um pouco de silêncio e procure conversar com a noite. Faça de cada ilusão uma saudade e repita mil vezes para si que tudo passou.
Lá fora o ar pode estar pesado. Se o desejo é seguir, respirar e amar, livre-se de preconceitos e saia por aí, vá passear...
Essa amargura, faça dela uma sombra fútil, tanto que não vale a pena pensar. Não sinta receio do nada. A vida é assim, tudo acaba...mas existe o consolo da saída, do meio e da chegada.
Há sempre um amanhã para hoje, que não é feito de aventuras. Olhe-se no espelho e gaste tudo do jeito que você tem para dar. Aquilo que você ouviu, aquilo que amou e aquilo que nem ligou, firme-se que encontrará sempre desejos mais fortes.
Hoje você está só...mas um dia, em algum lugar, existiu outro alguém que o apoiou, que fez de você alguém melhor sem lhe pedir nada. Lembre-se, você até chorou. Sabe? Este alguém lhe amou...viu? Já está tudo bem.
* Há muitos anos atrás eu estava na rua, sentado e pensando, quando um papel com estas palavras voou até perto do meu pé. Eu peguei, li, copiei e o fiz voar novamente. Será que ele chegou a mais alguém? Duvido.
sábado, 15 de setembro de 2007
Algo no caminho
Viro uma folha
e noto a sua ausência
o silêncio e as curvas
incomodam meus olhos
Ando pelas ruas
e pulo a janela
ouço o escuro
e vejo a solidão agora
Algo no caminho me lembra a vida
que eu sempre quis viver
Eu sempre quis viver
e noto a sua ausência
o silêncio e as curvas
incomodam meus olhos
Ando pelas ruas
e pulo a janela
ouço o escuro
e vejo a solidão agora
Algo no caminho me lembra a vida
que eu sempre quis viver
Eu sempre quis viver
Guerra na Bósnia
No céu
as luzes explodem
e destroem meu quarto
eu não durmo mais
Flores
hoje estão mortas
como os sentimentos
que não sinto mais
Eu não quero
sangue em minhas mãos
Muros
vidas em ruínas
a mesma beleza
nunca existirá
Armas
tanques e meninos
que eu não conheço
querem me matar
Eu não quero
sangue em minhas mãos
as luzes explodem
e destroem meu quarto
eu não durmo mais
Flores
hoje estão mortas
como os sentimentos
que não sinto mais
Eu não quero
sangue em minhas mãos
Muros
vidas em ruínas
a mesma beleza
nunca existirá
Armas
tanques e meninos
que eu não conheço
querem me matar
Eu não quero
sangue em minhas mãos
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